Mostrando postagens com marcador estaleiro de Biguaçu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estaleiro de Biguaçu. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Publicação no Clarín (Maior jornal argentino)

El primer desafío de Dilma


Por Fabián Echegaray, DOCTOR EN CIENCIA POLITICA (UNIVERSIDAD DE CONNECTICUT), DIRECTOR DE MARKET ANALYSIS, CONSULTORA DE OPINION PUBLICA 

Brasil continuará en el radar de la política internacional después que Lula deje la presidencia. Con la llegada de la primera mujer presidente surge también el desafío sobre cómo la gran potencia regional concilia prosperidad económica con bienestar social y responsabilidad ambiental .

Por años Brasil huyó del dilema entre crecimiento material, calidad de vida y preservación ambiental apostando sólo en el primero. Desigualdades sociales, desempleo, la necesidad de generar divisas e impuestos justificaron esa elección sin titubeos por un desarrollismo sin mayor atención a su costo social y ambiental.

Sin embargo, el contexto que se avecina ha cambiado drásticamente. De un lado, la candidatura presidencial del Partido Verde obtuvo un inédito 20% de votos, convirtiéndose en fiel de la balanza. De otro lado, la pobreza en Brasil ha bajado pero la delincuencia no paró de subir; el PBI creció como nunca pero la vida en las ciudades se ha vuelto una pesadilla plagada por la inmovilidad del transporte, condiciones climáticas catastróficas y la nula inversión en servicios de saneamiento e higiene pública. Por último, la deforestación, el giro hacia una economía basada en el petróleo y la apuesta agresiva en agrobusiness vuelven a colocar a Brasil como uno de los villanos del debate ambiental , justo en el momento en que los grandes eventos internacionales que marcarán la presidencia de Dilma exigirán del país una apuesta transparente y efectiva en el desarrollo sustentable.

Ese conflicto entre desarrollo sustentable y expansión a cualquier costo fue ilustrado por la polémica sobre la construcción de un mega-astillero naval para petroleros justo enfrente de uno de los destinos preferidos de los argentinos, Florianópolis. Tras un año de embates, la denuncia y movilización de la comunidad científica, asociaciones barriales, fiscales públicos y los ecologistas contra su impacto negativo ambiental, social y económico sobre la isla fue capaz de bloquear la avidez de políticos y empresarios locales por supuestos millones de reales en negocios e impuestos. La nueva coalición por la sustentabilidad ya es parte de la realidad brasileña.

Fonte: Clarín

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Desqualificar: a arma dos sem-argumento

 
 
Não é o que possuímos, mas o que gozamos, que constitui nossa abundância.
(Provérbio árabe)


Por Celso Martins*


I

Os que condenam a implantação do Estaleiro OSX na Baía Norte de Florianópolis, têm se pautado em argumentos técnicos e científicos produzidos pelo pessoal do ICMBio local, de instituições de ensino superior do estado (sobretudo a UFSC e a Univali) e cientistas independentes. Todos os documentos citados podem ser conferidos aqui e no blog do Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis.

Nem o próprio empreendedor-mor, sr Eike Batista, está sendo hostilizado ou demonizado. Atacamos seu projeto no local proposto, pelas omissões e fragilidades do EIA-RIMA elaborado à facão pela Caruso Jr., e condenamos a capitulação de nossas elites política e econômica ante a agressiva investida da OSX. Ao contrário desses, não caímos no canto da sereia dos propalados quatro mil empregos, mas prestamos atenção no que foi dito e não-dito, consultamos especialistas em diversas áreas e concluímos que haverá danos irreversíveis ao meio ambiente e ao modelo econômico (turístico e pesqueiro) adotado pela cidade no último meio século.


II

A Folha de São Paulo e o jornal Diário Catarinense publicaram matérias simultâneas afirmando que a oposição ao Estaleiro OSX partia dos ricos - maneira sutil de desqualificar a posição social e econômica de uma pessoa ou grupo de pessoas. Cabe aqui uma observação: se um jornal paulista e outro com sede em Santa Catarina publicam no mesmo dia matéria com o mesmo "gancho" jornalístico, isso significa que a pauta não foi criada em nenhuma das duas redações. Ela chegou de fora, pelas mãos do empreendedor, interessado em desqualificar a resistência ao danoso projeto. A pauta "vendida" aos dois veículos envolve os dois repórteres que assinaram as "matérias", numa flagrante afronta aos princípios éticos do Jornalismo.


III

Esse jogo de desqualificação dos ricos tem também embutido o preconceito contra as pessoas não-ricas, os despossuídos, aqueles que lutam com dificuldades para sobreviver ou viver a vida. Os ricos são culpados por serem o que são e os pobres são os ignorantes que nada sabem e repetem o que os outros dizem. Esses nem contam, pois são os melhor situados economicamente que lhes preocupam, pelo peso junto à opinião pública. Há também uma subliminar tentativa de jogar uns contra os outros, os que sonham em melhorar de vida e enxergam no Estaleiro OSX essa possibilidade (ou ilusão) contra os que já estão estabelecidos em outros ramos de atividades.

Quem desdenha quer comprar, dizia minha avó materna. Ou seja, falam mal por inveja. Inveja do conhecimento empírico do pescador, do esforço desmesurado do maricultor, do argumento técnico do cientista e do altruísmo dos que deixam os momentos de folga e lazer para se dedicar a uma momentânea miltância sócio-ambiental pelo bem comum.





*Jornalista, bacharel e licenciado em História, titular dos blogs Sambaqui na Rede e Fragmentos do tempo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Ato une pescadores, comunidade, ONGs, entidades de bairro...

Por Celso Martins  / Blog Sambaqui na rede
 
Cerca de 300 pessoas participaram do ato contra o Estaleiro OSX em Biguaçu/Baía Norte de Florianópolis, liderado pela Associação de Moradores e Proprietários de Jurerê Internacional (AJIN), com o apoio de outras entidades comunitárias e ambientalistas. O Sea Shepherd Brasil (Guardiões do Mar) trouxe dirigentes de São Paulo e Rio Grande do Sul e grande número de filiados, marcando importante presença no evento.

Os manifestantes ocuparam uma faixa da areia de Jurerê, onde receberam os pescadores vindos em barqueata de Governador Celso Ramos e Biguaçu, além de duas escunas que operam em Canasvieiras. O ato contou com discursos e a apresentação do Grupo Olaria de Pau de Fita de Sambaqui. A mergulhadora Karol Meyer, campeã em apnéia e uma espécie de madrinha do Sea Shepherd, marcou presença na manifestação. O artista plástico Erick Wilson ocupou o tempo pintando sobre tela uma cena marinha com golfinhos.

O presidente da entidade que representa os donos de escunas de Canasvieiras, Dilson da Costa, falou dos prejuízos para o setor que opera roteiros turísticos pela Baía Norte de Florianópolis, incluindo as fortalezas de Ratones e Anhatomirim e a Baía dos Golfinhos. O engenheiro naval Joel Guimarães disse ser favorável ao estaleiro, mas longe das baías, devido ao alto poder poluente de um empreendimento desse tipo.

Por outro lado, ouvido por repórteres durante o protesto, o ex-presidente da Federação das Indústria do Estado do Rio Grande do Sul e diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Francisco Renan Proença, discordou da localização do estaleiro, por ir contra a vocação da região da Capital, o turismo.

A manifestação iniciada por volta das 10 horas na praia de Jurerê Internacional prosseguiu à tarde com o deslocamento de alguns manifestantes até o local de construção do estaleiro (Biguaçu) e Baía dos Golfinhos, à bordo de uma escuna. A iniciativa da AJIN também teve o apoio do Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis, Conselho Comunitário do Pontal de Jurerê (CCPontal/Daniela), Associação de Bairro de Sambaqui (ABS), Ufeco e entidades ambientalistas, entre outras.
 
Foto: Celso Martins.
Lembre-se: Preservar sempre, PELA VIDA! ESTALEIRO EM BIGUAÇU NÃO!

sábado, 9 de outubro de 2010

Saldos e mais saldos positivos na Manifestação Cultural em Defesa das Baías de Florianópolis

Manifestação linda! Grata pela presença de todos!
Acho que a natureza colaborou pois viu que a causa é justa, e mandou aquele sol!

Acho que os resultados agora devem ser colhidos, vamos buscar rastrear todos os meios de comunicação que divulgarem nossa Manifestação Cultural! Mandem-nos links...

Dentre o grupo, tivemos desde ex-consultores de estaleiros, firmando a posição de que é um absurdo trazer um estaleiro para Biguaçu e acabar com a vocação turística e econômica da Ilha e Região, que é a maricultura e a pesca; técnicos do Instituto Carijós; membros e presidente da Ong ativista Sea Shepherd, não só de Santa Catarina, como de outros estados do Brasil; moradores de Canasvieiras, Santinho, Ingleses, Sambaqui, Governador Celso Ramos, Biguaçu, Trindade, Pantano do Sul, Campeche, Jurerê Internacional, Centro e outros... Entidades comunitárias, como a Ufeco, o CCPontal, ABS, INMAR, Mosal, Ilha Verde... Muitos turistas de outros estados, que visitavam Jurerê Internacional... Equipes jornalísticas da Record TV, Porto da Gente, Jornal Notícias do Dia, Jornal Diário Catarinense, SBT, Jornal Conexão Comunidade, Blogs Tijoladas do Mosquito, Sambaqui na Rede, Ecoflora, Montanha Viva, SOS Daniela, dentre outros.

Foi uma bela manhã com pau-de-fita, um artista plástico pintando um quadro com o cenário da região de Biguaçu lindo e natural como está, e cenário este que todos defendemos! E claro que os golfinhos não ficaram de fora do grande dia especial Em Defesa das Baías, estavam representados na obra de uma artista plástica, que os reproduziu em materiais recicláveis.


Relato: Flora Neves.

Confiram algumas imagens do dia (sendo que será postada uma galeria com todas as fotos do evento, na sequência):



























 Fotos: Celso Martins, Daniel Queiroz e Flora Neves.

Preservar sempre: PELA VIDA! Estaleiro em BIGUAÇU, NÃO!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Convite ESPECIAL: Manifestação Contra a Instalação do Estaleiro OSX em Biguaçu! Sábado - 10h em Jurerê Internacional

SALVE SALVA Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis, hoje é o dia! E já está sendo, encomendamos um solsinho e parece que ele cumpriu o acordo!

AGUARDAMOS TODOS EM JURERÊ INTERNACIONAL PARA SE MANIFESTAREM E PASSAREM UM BELO SÁBADO EM DEFESA DAS BAÍAS DE FLORIANÓPOLIS.

Participe, chame seus familiares, amigos... 
Essa discussão PRECISA DE TODOS!
Preservar sempre: PELA VIDA! Estaleiro em BIGUAÇU, NÃO!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Servidor do ICMBio Santa Catarina denuncia pressões políticas no órgão

Três funcionários
pediram exoneração

A exoneração de Apoena Figueirôa da chefia da Estação Ecológica de Carijós (Florianópolis-SC), um dos signatários do parecer que negou anuência ao licenciamento do Estaleiro OSX, "não foi um ato isolado". A afirmação é do analista ambiental Mário Luiz Martins Pereira, chefe substituto da Reserva Biológica (Rebio) do Arvoredo, que pediu exoneração do cargo em solidariedade a Apoena e por discordar da política ambiental do Governo Federal. Além dele, outros dois técnicos pediram afastamento de seus cargos, o chefe da Rebio do Arvoredo, Leandro Zago da Silva, e a chefe substituta da Estação de Carijós, Ednéia Corrêa, por motivos semelhantes.

Segundo Mário Pereira, o afastamento de Apoena não foi o único motivo para seu pedido de exoneração. Nos últimos anos os técnicos do órgão têm sido submetidos a pressões para que licenciem projetos danosos ao meio ambiente e às unidades de conservação. "Permaneci três anos à frente da Reserva do Arvoredo e esse é o tempo máximo que a gente consegue suportar, devido às pressões", destaca Pereira. Entre continuar no ICMBio com um cargo de confiança e vinculado ao Governo e se manter no órgão como agente do Estado, ele prefere a última opção. "Quando se está num cargo de confiança se é do Governo", salienta. E, acrescenta, o atual Governo Federal não adota posturas corretas em relação ao meio ambiente.

O presidente da Associação dos Servidores do Ibama e ICMBio (Asibama) em Santa Catarina, Angelo Lima Francisco, reafirmou os termos da nota em apoio a Apoena Figueirôa (ver abaixo) e se mostrou preocupado com a forma como o colega foi tratado no episódio. "O servidor está sendo penalizado por um processo transparente de análise de um estudo de má qualidade", disse, referindo-se à multa aplicada pelo ICMBio à empresa Carujo Júnior, responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) do Estaleiro OSX.

Apesar dos pedidos de exoneração, os servidores continuam em seus cargos, pois a direção nacional do ICMBio ainda não respondeu se aceita ou não os afastamentos, nem indicou substitutos para os postos. A assessoria de comunicação do ICMBio em Brasília foi consultada hoje (28.9) sobre essa demora, ficou de dar um retorno, mas não se manifestou até o momento desta postagem.  

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você sabe como enriqueceu o homem mais rico do Brasil, Eike Batista?

Domingo
Espetacular
(TV Record)

Saiba quem é e como vive
o homem mais rico do Brasil

 

Fonte: R7

Estudantes e pescadores reforçam Movimento em Defesa das Baías contra o Estaleiro em Biguaçu

O Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis foi reforçado nos últimos dias pela adesão de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde acontece um seminário sobre a implantação do Estaleiro OSX em meados de outubro. Na noite de ontem (domingo, 26.9), a reunião do Movimento contou com a presença de pescadores e outros moradores de Biguaçu, preocupados com danos do empreendimento para a pesca, a maricultura e o turismo na região de Florianópolis. Diversas iniciativas conjuntas estão sendo organizadas, envolvendo comunidades da Ilha e Continente. Os detalhes das ações serão divulgados aqui.



PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

sábado, 25 de setembro de 2010

SERVIDORES DO IMCBIO SOLIDÁRIOS COM APOENA, após exoneração sem justa causa!

Apoena: exoneração como arma de pressão. 

 À ASIBAMA,

Tendo em vista a exoneração do servidor Apoena Calixto Figueiroa do cargo de chefe da Estação Ecológica de Carijós, vimos trazer ao conhecimento dessa Associação os acontecimentos relacionados ao processo de autorização para o licenciamento do Estaleiro OSX, em Biguaçu (SC), considerando as especulações relacionadas ao mesmo que vêm sendo divulgadas pela mídia, buscando explicar as motivações para o ato:

a.      A CR-9/ICMBio, através da Ordem de Serviço nº 02/2010, assinada em 08 de fevereiro de 2010, institui uma equipe para analisar o  EIA referente ao licenciamento do Estaleiro OSX em Biguaçu, composta por 5 analistas ambientais com formação em Biologia, Química, Geografia e Sociologia;

b.     Em 19 de março de 2010, a equipe entrega o Documento Técnico nº 20/2010 UMC/ICMBio/SC, que conclui pela inviabilidade ambiental do projeto na alternativa locacional proposta, em decorrência dos impactos irreversíveis e não mitigáveis a três unidades de conservação;

c.      Em 20 de março de 2010, a CR-9/ICMBio encaminha o Documento Técnico nº 20/2010 UMC/ICMBio/SC para a FATMA por meio do Oficio nº 65/CR9/ICMBio, assinado pelo titular da coordenação regional, e ratifica que o ICMBio é contrário a implantação do empreendimento proposto.

d.     No dia 13 de abril de 2010 a empresa OSX protocola na CR-9/ICMBio o expediente sem número solicitando reanálise do EIA e, por conseqüência, do parecer.

e.      Visto a conclusão dos técnicos pela inviabilidade do empreendimento, bem como emissão da negativa de autorização de licenciamento , em 15 de abril a CR-9, por meio do Oficio nº 091/2010/CR-9/ICMBio, informa à empresa OSX Estaleiros SA que os estudos complementares e/ou readequações no projeto podem ser encaminhados no prazo de 90 dias.

f.      Os estudos complementares são analisados e, após a constatação de que não houve mudanças substanciais na proposta, novamente o empreendimento é negado pelo ICMBio de SC, por meio do Ofício nº 169/2010-CR9/ICMBio.

g.     O empreendedor solicita um “recurso hierárquico” e, em decorrência, foi criado em 20/08/2010, através da Portaria ICMBio nº 457/2010, um Grupo de Trabalho reunindo onze servidores do órgão, lotados em diversas unidades avançadas do país, com o objetivo de “analisar os estudos ambientais existentes relativos ao empreendimento OSX Estaleiro no município de Biguaçu, estado de Santa Catarina (Processo nº 02026.001156/2009-91) elaborando documento de manifestação sobre os impactos ambientais nas unidades de conservação existentes na área pretendida para o referido empreendimento”;

h.      Paralelamente, em 06 de julho de 2010, a Procuradoria da República de Santa Catarina, encaminha à APA Anhatomirim o Ofício nº 00028/6/2010-PR/SC-GABPR7-EBSM, o qual solicita informações sobre as providencias tomadas pelo ICMBio a partir do recebimento do Parecer Técnico do Dr. Paulo Cesar Simões Lopes, contratado pela Empresa CARUSO JR – Estudos Ambientais & Engenharia Ltda para análise dos possíveis impactos do empreendimento da OSX Construção Naval S.A sobre a população de golfinhos (Sotalia guianensis), o qual concluiu pela inviabilidade locacional do empreendimento;

i.        Por meio do Memo nº 148/2010-UMC/ICMBio/SC, as unidades de conservação APA Anhatomirim, ESEC Carijós e REBIO Arvoredo encaminham o ofício supracitado à Coordenação Geral de Proteção (CGPRO-ICMBio), e solicitam “(...) o apoio dessa Coordenação Geral no sentido de apurar tal denúncia, tendo em vista as dificuldades para que tal apuração se dê pelos servidores aqui lotados, já que o processo hoje se encontra na alçada da Sede (...)”;

j.        A CGPRO encaminha, em 27 de julho de 2010, memorando à Procuradoria Federal Especializada questionando sobre a competência do ICMBio para atuar, no âmbito da fiscalização ambiental, na apuração da denúncia apresentada.

k.      A Procuradoria Federal Especializada responde que, para tanto, é necessário que o Estudo de Impacto Ambiental tenha sido protocolado diretamente no ICMBio.

l.        Após constatação de que o EIA foi protocolado no ICMBio, a CGPRO realiza uma operação de fiscalização entre os dias 30 de agosto e 03 de, emitindo a Ordem de Ficalização nº 08/20010 – CGPRO/ICMBio, a qual nomeia analistas ambientais do ICMbio para apuração de denúncia acerca de possível omissão e tentativa de indução ao engano no âmbito do licenciamento ambiental do empreendimento OSX Estaleiro;

m.    Com base nos resultados obtidos após análise dos documentos constantes no processo de licenciamento, pareceres produzidos por técnicos do ICMBio e pareceres independentes elaborados por especialistas em diversas áreas, os integrantes da Ordem de Fiscalização constatam que o estudo apresentado pela empresa Caruso Jr. Estudos Ambientais & Engenharia LTDA foi omisso e tendencioso em diversos aspectos, com o intuito de concluir pela  viabilidade de instalação do empreendimento no local proposto;

n.      Dessa forma, procedeu-se, em 03/09/2010, à autuação da referida empresa, com base no Art. 82 do Decreto Federal 6.514/08, com previsão de multa com valores entre R$ 1.500,00 a R$ 1.000.000,00. Vale ressaltar que o mesmo Decreto Federal, em seu Art. 96, é claro ao definir que constatada a ocorrência de infração administrativa ambiental, ”SERÁ” lavrado auto de infração, do qual deverá ser dado ciência ao autuado, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa. Ante ao exposto, não cabia alternativa para equipe de fiscalização a não ser a adotada, sob pena de incidir em omissão ou prevaricação por parte dos servidores nomeados para apuração dos fatos denunciados.

o.      Estranhamente, em 14 de setembro de 2010, o chefe da ESEC Carijós é exonerado, sem qualquer justificativa formal ou comunicação prévia;

p.      Avaliamos que tanto o processo de autorização quanto o de autuação foram conduzidos rigorosamente de acordo com todos os ditames legais e processuais;

q.      Manifestamos nossa surpresa e indignação com a exoneração do servidor Apoena Calixto Figueroa e nosso integral apoio e solidariedade ao mesmo;

r.        A despeito da licitude do ato de exoneração de ofício, sentimos a necessidade de esclarecimentos ou justificativa motivacional para o mesmo, considerando o reconhecimento público e notório da competência, lisura e idoneidade com que o servidor sempre conduziu a gestão da ESEC Carijós nos períodos em que ocupou o cargo;

s.       Ainda a despeito de reconhecer a competência exclusiva da presidência do órgão para fins de nomeação para os respectivos cargos em comissão do mesmo, sentimos a necessidade de acompanhar, da forma mais transparente possível, o processo sucessório para o preenchimento do cargo de Chefe da Estação Ecológica de Carijós, por hora vago;

t.        Em havendo possibilidade para tal, recomendamos a recondução do servidor Apoena Calixto Figueiroa para o referido cargo, tendo em vista o importante papel que o mesmo vem desempenhando na implementação das unidades de conservação marinho-costeiras de Santa Catarina.

Assinam os servidores, terceirizados e colaboradores das seguintes unidades descentralizadas:
APA Anhatomirim
ESEC Carijós
REBIO Marinha do Arvoredo
RESEX de Pirajubaé
Base Multifuncional do CEMAVE – Florianópolis
Base Multifuncional do CMA – Florianópolis
Laboratório de Análise de Água da ESEC Carijós

Fonte: Asibama.

*

A Todos os funcionários
do IBAMA e ICMBio,

Como é do conhecimento de todos foi publicada nota no DC de Domingo dia 19/09, assinada pela ASIBAMA SC, rebatendo os ataques ao servidor Apoena Figueiroa. Em 21/09 participei de Reunião da Asibama Nacional em Brasília com a presença de 23 representantes/Presidentes de Asibamas Estaduais além da Federal e a do DF. O Presidente da Asibama Nacional concedeu um espaço para a leitura e discussão do Documento relacionado aos desdobramentos referentes ao licenciamento do Estaleiro OSX em SC, encaminhado e subscrito por servidores da APA Anhatomirim, ESEC Carijós, REBIO Arvoredo, RESEX Pirajubaé, CEMAVE, CMA e Laboratório de Análise de Águas da ESEC Carijós (Anexo).

Antes da leitura do documento foi feito um esclarecimento geral sobre o assunto da OSX e da relação tendenciosa do ICMBIO/BSB com o senhor Eike Batista, discorri ainda sobre detalhes da autuação da Caruso e das supostas "insubordinações" que ocorreram. Solicitei a inclusão do documento na ATA da reunião com as devidas manifestações de repúdio dos presentes.

Após a leitura do Documento, o Jonas (Presidente da Asibama Nacional) propôs, e foi acatado por todos, que o mesmo fosse incluído na Ata da Reunião da Asibama Nacional e, ainda, acompanhada de uma Moção de Repúdio ao ICMBIO pelo descaso que vem tratando os servidores do ICMBIO das UCs envolvidas no processo de licenciamento do estaleiro OSX. Ficou caracterizado que o processo que vem ocorrendo, que recentemente culminou na exoneração do servidor Apoena Figueiroa,  vem trazendo graves consequências à Imagem do ICMBIO, denegrindo a Instituição e seus servidores.

O Jonas colocou à disposição, se necessário for, a Banca Jurídica da Asibama Nacional, a qual também somos filiados, para qualquer ação legal que vise a preservação de nossos direitos individuais e como servidores públicos.

Aguardo o envio da Ata da Reunião para repassar a todos (mais 2 ou 3 dias).

A ASIBAMA SC está à disposição  para outros encaminhamentos e ações necessárias para a defesa de nossos servidores e,  e pelo fiel cumprimento da missão da Instituição ICMBIO.
Ângelo de Lima Francisco
Presidente da ASIBAMA SC
 
Fonte: Asibama.

PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

Nota de apoio aos servidores do Instituto Chico Mendes

PERSEGUIÇÃO

Nota de apoio aos servidores do Instituto Chico Mendes em Santa Catarina, lotados APA Anhatomirim, ESEC Carijós, REBIO Marinha do Arvoredo, RESEX de Pirajubaé, Base Multifuncional do CEMAVE-Florianópolis, Base Multifuncional do CMA-Florianópolis e Laboratório de Análise de Água da ESEC Carijós.

A Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal da Asibama Nacional e os Presidentes das Asibamas Estaduais reunidos em Brasília-DF, no dia 21 de setembro de 2010, após leitura e discussão do documento (veja o documento aqui) encaminhado pelos servidores da APA Anhatomirim, ESEC Carijós, REBIO Marinha do Arvoredo, RESEX de Pirajubaé, Base Multifuncional do CEMAVE-Florianópolis, Base Multifuncional do CMA-Florianópolis e Laboratório de Análise de Água da ESEC Carijós, encaminhado à Asibama Nacional pela ASIBAMA-SC, manifestou solidariedade e apoio aos servidores que se posicionarem profissionalmente sobre o Licenciamento Ambiental do Estaleiro OSX, em Biguaçu-SC.

Os participantes da reunião entenderam que o fato é gravíssimo, merecendo uma ampla discussão por parte dos servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do PECMA. Esse assunto estará na pauta do Congresso Ordinário da Asibama Nacional, que ocorrerá em novembro, em Florianópolis.

A Diretoria da Asibama Nacional, por meio da Asibama – SC colocou à disposição dos servidores todo apoio necessário, inclusive o assessoramento jurídico.

Fonte: Asibama.

*

Do blog do jornalista Moacir Pereira 
Servidores do ICMBio
emitem nota sobre demissão

A Coordenação Estadual do Instituto Chico Mendes até agora não concedeu qualquer entrevista ou emitiu nota sobre a sumária exoneração do Chefeda Unidade de Conservação Estação Ecológica de Carijós.  Nada, também,da direção nacional do Instituto ou do Ministério do Meio Ambiente.

A única manifestação sai agora do presidente da Associação dos Servidores do Ibama e ICMBio,  Angelo de Lima Francisco, através de nota. Leia:

“A ASIBAMA/SC (Associação dos Servidores do IBAMA e ICMBio em SC), em resposta à matéria veiculada no Jornal DC de 16/09/10, na coluna do Moacir Pereira, assim como outras semelhantes, as quais questionam a idoneidade do servidor do ICMBio/SC, Apoena Calixto Figueirôa, tendo como cenários o licenciamento ambiental do Estaleiro OSX e a duplicação da SC-401, vem de público esclarecer os seguintes pontos:

1.     No procedimento licenciatório referente à autorização da duplicação da Rodovia SC 401, localizada no entorno imediato da Estação Ecológica de Carijós, unidade de conservação federal da qual o referido servidor era chefe, está sendo questionada a exigência de um estudo custeado por uma bolsa de mestrado. De comum acordo com o DEINFRA, definiu-se que seriam necessários estudos ambientais mais consistentes, que respondessem com agilidade ao cronograma da obra, unindo a preocupação na conservação ambiental do norte da Ilha com a necessidade de infra-estrutura imediata para os moradores.

2.     Houve o entendimento que estes estudos deveriam ser realizados preferencialmente por pesquisadores do meio acadêmico (mestres e doutores), por apresentarem maior confiabilidade e respaldo técnico, assim como representariam menor custo ao DEINFRA e, consequentemente, ao erário público. Optou-se pela disponibilização de uma bolsa de estudos como forma de captar pesquisadores da alto nível. Assim sendo, a seleção de pesquisadores para tal seria realizada através de edital público, com a necessária e ampla transparência.

3.     O EIA/RIMA apresentado pela consultoria Caruso Jr. Estudos Ambientais e Engenharia Ltda., empresa contratada pela OSX Estaleiros S/A, foi objeto de avaliações técnicas profundas, realizadas por diversos servidores do ICMBio de Santa Catarina e Brasília, entre eles o servidor Apoena. Tais avaliações resultaram na detecção de inúmeras inconsistências, que induziriam os técnicos a erros nas análises, o que culminou na compulsória autuação da empresa de consultoria, autuação esta por ordem do ICMBio Sede/Brasilia, da qual o servidor Apoena sequer fez parte.

4.     Por fim, informamos que até o presente momento a presidência do ICMBio não justificou os motivos que levaram à exoneração do referido servidor do cargo de chefia que o mesmo ocupava.”

 Fonte: ClicRBS.

PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

domingo, 5 de setembro de 2010

Cacau divulga nota sobre posição contrária da AJIN frente à instalação do estaleiro em Biguaçu




Resultado do posicionamento da Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional frente à instalação do estaleiro em Biguaçu saí em nota do Cacau neste domingo.





Em assembleia extraordinária, cerca de 200 pessoas presentes na Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional votaram contra a instalação do estaleiro OSX em Biguaçu.


A proposta da reunião era esclarecer dúvidas sobre o estaleiro e seu impacto no Norte da Ilha. Não gostaram nada das informações que receberam.


ESTALEIRO EM BIGUAÇU NÃO, PELA VIDA!