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terça-feira, 9 de novembro de 2010

As duas faces da moeda X (Por Emir Benedetti*)

Publicado no Diário Catarinense, 9 novembro de 2010

Cara ou coroa? Expressão muito utilizada, mostra que uma moeda possui duas faces. Enquanto isso, o X é o símbolo da multiplicação, do confronto entre oponentes, da incógnita e do X da questão. Que moeda X é esta? A pertencente a assunto relevante para a sociedade catarinense, mas muito pouco discutido, antes e durante o período eleitoral, numa cumplicidade silenciosa. A da possibilidade da instalação de estaleiro da empresa OSX na Baía Norte da nossa Ilha de Santa Catarina.

De um lado, o “X” multiplicador, logomarca do empreendedor, a apresentar a “cara” como investimento de R$ 2,5 bilhões, geração de 3,5 mil empregos, Instituto Tecnológico Naval, Biguaçu saltando de 53 mil para 110 mil habitantes em 10 anos. Tudo com um rigor quase matemático.

E a “coroa”? Pode-se afirmar, sem radicalismo ambientalista ou ideológico, que ocorrerão severa leva migratória, ocupação urbana desordenada, agravamento da deficiente infraestrutura social (saúde, saneamento e segurança pública), desvalorização imobiliária, sérios prejuízos à pesca, maricultura, gastronomia de ostras, turismo, às três unidades de conservação e a investimentos hoteleiros na região. Fácil deduzir-se que, “esteticamente, a coroa é mais bela do que a cara”.

Como oponente, o “X” apresenta a existência de inúmeros movimentos comunitários e os posicionamentos das audiências públicas de Florianópolis e de Governador Celso Ramos contrários ao empreendimento na área escolhida. Como incógnita, o “X” mostra-se como uma espécie de “sobremesa” ao “prato principal” a ser servido e digerido, inapelavelmente, a posteriori. Significa transformar a beleza e a vocação natural da região metropolitana de Florianópolis em uma área degradada. Chega-se então ao “X” da questão. Qual o valor da “moeda X” para Santa Catarina? Negativo, se instalado nas baías da Ilha da Magia. Positivo, se investido em outro local, desde que este seja apropriado.

EMIR BENEDETTI * | * MILITAR

terça-feira, 5 de outubro de 2010

REDE RECORD X EIKE BATISTA: o grande milionário da OSX declara guerra.

É GUERRA!


REDE RECORD X EIKE BATISTA

Por Raul Longo

Às vésperas da eleição, em 26 de setembro, domingo retrasado, a partir de um pedido do governo chileno para que o do Brasil contenha as pretensões do empresário Eike Batista sobre terras ocupadas por comunidades indígenas daquele país, na região do Atacama, o programa Domingo Espetacular da Record News traçou um perfil e resumo histórico da fortuna, casamentos, ostentação de luxo, investigações policiais e empreendimentos polêmicos do homem mais rico do país e 8º do mundo; finalizando com exposição de como grande parte de seu capital provêm mais de especulações acionárias do que resultados efetivos de empreendimentos em maioria ainda não produtivos.

A simples lembrança de que a crise financeira que ainda afeta todas as nações do mundo foi provocada exatamente por especuladores de grandes fortunas montadas sobre castelos de cartas, justifica sobejamente a matéria que em momento algum extrapolou a informação jornalística, não criou qualquer ilação ou denúncia sem fundamentos. Aliás, nem houve denúncia. Tão somente a notícia de fatos, em maioria bastante conhecidos.

Aquela edição pode ser revista consultando o portal do programa na internet. E também a edição do domingo último, 03 de outubro, onde o tema é retomado a partir da ameaça do empresário, afirmando que a Record “não sabe com quem se encrencou!” e prometendo usar de todas as mídias sociais contra a segunda maior rede de emissoras do país.

Estranha democracia, esta brasileira, onde políticos de qualquer importância e mesmo o Presidente da nação são livremente achincalhados, inclusive através de documentos forjados e divulgados por veículos de circulação nacional. No entanto, se algum veículo de informação noticia fatos comprovados que incomodem a um empresário, pode ser notoriamente chantageado através de seus concorrentes.

Estranho senso de liberdade de expressão, imparcialidade, transparência, direito e dever de informação.

A editoria do Domingo Espetacular parece ainda não ter se intimidado, pois em face da ameaça assumiu tom mais acusatório nesta última edição, revelando gravações que comprovam a tentativa de aliciamento de índios do litoral sul do estado de São Paulo com intenção de despojá-los de suas terras, por parte da LLX, uma das empresas do conglomerado acionário de Eike Batista. A transação foi considerada ilegal pelo Ministério Público, além de envolver corrupção de uma funcionária descendente de caingangue, por essa razão exonerada pela FUNAI.

A reportagem conta que Eike desistiu daquele empreendimento, mas insiste em outros tão ou mais degradantes em aspectos sociais ou ambientais, já instalados ou a se instalar em outras partes do país, entre os quais se inclui o megaestaleiro da OSX projetado para a Baía Norte da Ilha de Santa Catarina.

No que refere a este estado, o mais surpreendente da edição de 03 de outubro do Domingo Espetacular é que, enfim, se colhe depoimentos dos principais interessados e afetados pelo empreendimento defendido inclusive pelo grupo do governador eleito no mesmo dia em a reportagem foi ao ar. Apesar da eleição do DEM aqui no estado, o Domingo Espetacular soltou a matéria que pela primeira vez divulga o que foi omitido por toda a campanha eleitoral e por todos os meios de mídia: a opinião daqueles que serão drasticamente atingidos pela total e absoluta ruptura de vocação e realidade sócio/econômica e cultural na região metropolitana de Florianópolis.

Impressiona o silêncio geral daqueles que tão ufanamente exaltam o popular “Manézinho da Ilha” por motivos comerciais ou eleitorais, mas nesses momentos e sobre temas de tamanha e substancial importância, esquecem da existência do popular, do morador, do trabalhador, do cidadão comum e cotidiano. Muito se reclama dos votos em Tiririca, mas aqui mais uma vez o povo é utilizado exclusivamente como palhaço.

Dessa vez a editoria do Domingo Espetacular, lá de São Paulo, lembrou-se de mandar alguém para escutá-los e se naquele estado neste dia 3 de outubro se pode votar no Tiririca, em Florianópolis pudemos assistir, em transmissão nacional, a Gioconda e o Zeca, conhecido como Vaca Brava por sua tradicional combatividade em prol dos 300 maricultores cadastrados na EPAGRI, órgão governamental também responsável pela atividade de cerca de 2500 pescadores.

A Gioconda e o Vaca Brava, como seus demais companheiros, empregam uma média de 5 ajudantes cada e, junto com a pesca, compõem o primeiro setor profissional a ser eliminado da região através da dragagem do canal. Tudo para atender a voluntariosidade ou os interesses escusos do homem mais rico do país, que teima em instalar seu megaestaleiro na entrada do canal, no município de Biguaçu, apesar de fortemente recomendado pelas mais respeitadas autoridades científicas nacionais à não fazê-lo.

Enquanto Eike Batista não explicar as razões de preterir outras regiões do litoral catarinense onde a construção do estaleiro não provocaria tamanho impacto sócio/ambiental, além de diminuir os custos do empreendimento pela desnecessidade de dragagem e periódicas redragagens para desassoreamento dos 9 metros de aprofundamento em uma extensão de aproximados 13 kms por 200 metros de largura de leito arenoso e movediço, provocando a mudança de perfil de algumas das mais belas praias do município; todo aquele que apoie o empreendimento se assume contrário a preservação das condições de subsistência e qualidade de vida da população da Grande Florianópolis, por escusos interesses exclusivos.

Antes do Domingo Espetacular,  a imprensa vinha dando ampla repercussão à versão do próprio empresário e dos diretores de sua OSX, culpando os golfinhos da Baía Norte por impedirem o empreendimento. Para ser mais exato, culpam os técnicos e cientistas classificados de xiitas do preservacionismo que, no afã de defender a natureza, seriam incapazes de avaliar a importância para o que prometem como salto econômico/social para a região.

Pela primeira vez alguém toma a iniciativa de documentar e colher a opinião dos que seriam os principais interessados neste salto. Ou serão apenas coringas da queda de cartas jogadas por Eike Batista sobre a Grande Florianópolis?

Talvez fosse esperar demais dos jornalistas dirigidos pelas editorias das sucursais que transmitem das antenas do Morro da Cruz, ou mesmo do governador eleito e dos políticos locais, alguma consideração sobre as consequências das profundas e marcantes mudanças a serem provocadas na região, com consequentes desempregos nos setores gastronômico e hoteleiro. Afinal, somos apenas os palhaços estimados em 200 mil desempregados a curto prazo, mas ainda assim é de estranhar o esforço da mídia catarinense e daqueles que politicamente deveriam representar os interesses de seus eleitores, para concentrar todas as críticas aos técnicos do ICMBio, órgão federal cujo parecer foi contrário a instalação do megaestaleiro.

Por que a mídia local e mesmo a nacional tanto insiste em sumariamente nos rotular de eco-xiitas? Qual palhaçada conferem à mobilização daqueles que defendem a qualidade de vida de seus filhos e netos no lugar em que nasceram ou escolheram para viver?

É muito estranho que nenhuma emissora, nenhum jornal local, nenhum candidato, tenha tido a curiosidade de conversar com estes moradores organizados em associações de bairro e centros comunitários que semanalmente têm se reunido para discutir o assunto ou que manifestam suas contrariedades às intenções de Eike Batista em alguma praia, em algum ponto das cidades a serem prejudicadas.

Estranha democracia essa onde toda uma população se torna refém dos caprichos e interesses financeiros de um único homem!

Será que depois do Domingo Espetacular os diretores e editores de jornalismo da subsidiária local da Record, enfim começarão a se interessar pela opinião dos integrantes das associações de maricultura ou pesca que respondem pelos interesses dessas atividades básicas, geradoras e promotoras da cultura e do turismo local? Ou será que moradores, pescadores e maricultores não são público para as emissoras de TV de Santa Catarina?

Será que assim como precisou a editoria do Domingo Espetacular da Record de São Paulo descobrir a existência da Gioconda e do Vaca Brava, pessoas tão conhecidas em toda a Baía Norte, se vier alguém do Fantástico ou do CQC,  os jornalistas da RBS ou da TVBV conseguirão perceber que os moradores de Florianópolis também formam um público?

Altemir Gregolin, Ministro da Pesca e natural do centro-oeste de Santa Catarina, comprovou a invisibilidade da população da capital de seu estado, ao afirmar que na Baía Norte, provedora de cerca de 70% do pescado comercializado no Mercado Público de Florianópolis, não ocorre atividade pesqueira. Será necessário que Dilma Rousseff venha até à Grande Florianópolis para mostrar ao Ministro da Pesca que os ranchos com barcos e canoas à beira de praias são de pesca? Que não são locações de veraneio ou acampamento hippie?

Para que alguém ligado ao governador eleito venha demonstrar a existência do trabalhador a ser desempregado em massa pelo projeto de Eike Batista, fica mais difícil. Como é sabido, o principal líder de seu partido, o DEM, apesar de interventor da ditadura nesse estado por mais de uma vez, hoje vive em São Paulo e nunca demonstrou qualquer apreço ou preocupação com o povo catarinense ou de qualquer lugar. Daí seu filho, reeleito à deputado federal, ser um dos mais ferozes defensores das escusas intenções do empreendimento.  

Dizem que as guerras revelam realidades humanas muitas vezes escondidas. Esta guerra declarada por Eike Batista à Rede Record já revelou a existência do difícil e duro trabalho cotidiano da Gioconda e do Vaca Brava. À continuar por aí talvez tenhamos, através do Domingo Espetacular, novas revelações sobre a população local ou sobre os escusos interesses que ameaçam seu futuro

Revelações de realidades escondidas pela incivilidade pública de políticos e jornalistas locais que não deveriam merecer nem nosso voto nem nossa audiência. Mas não podemos perder o próximo Domingo Espetacular.

*

Empresário desafia emissora

domingo, 5 de setembro de 2010

Cacau divulga nota sobre posição contrária da AJIN frente à instalação do estaleiro em Biguaçu




Resultado do posicionamento da Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional frente à instalação do estaleiro em Biguaçu saí em nota do Cacau neste domingo.





Em assembleia extraordinária, cerca de 200 pessoas presentes na Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional votaram contra a instalação do estaleiro OSX em Biguaçu.


A proposta da reunião era esclarecer dúvidas sobre o estaleiro e seu impacto no Norte da Ilha. Não gostaram nada das informações que receberam.


ESTALEIRO EM BIGUAÇU NÃO, PELA VIDA!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sem a anuência do ICMBio não há licença do Estaleiro, reafirma técnico Marcelo Marcelino

Texto atualizado em 13 de Agosto de 2010 - 01h20

Por Vera Gasparetto de Florianópolis/SC

O diretor da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcelo Marcelino, falou ao PortoGente das novidades sobre o processo de licenciamento do estaleiro da OSX, que agora está nas mãos do órgão em Brasília. Ele reafirma que sem a anuência do ICMBio não há licenciamento para o estaleiro que o empresário Eike Batista quer construir na cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina.

PortoGente  - Foi criado o grupo de trabalho interno do ICMBio para reanalisar o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do estaleiro OSX em Biguaçu?
Marcelino - A portaria que cria o GT está pronta e deverá ser publicada ainda esta semana ou, no máximo, na próxima. Na portaria estão todas as informações, como quem compõe o grupo e qual o prazo para apresentar os resultados.

PortoGente - Os documentos que estavam sendo analisados pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina já chegaram ao ICMBio? Como será encaminhada a análise dessa documentação?
Marcelino - Os documentos enviados pela Fatma chegaram na semana passada e, com base neles, foi elaborada a portaria.

PortoGente - O convênio Fatma e Ibama interfere no trabalho de licenciamento que compete ao ICMBio?
Marcelino - O convênio entre esses órgãos não interfere no trabalho de licenciamento que compete ao Instituto Chico Mendes. Garanto que são coisas distintas.

PortoGente - Nessa revisão de processo o órgão estadual Fatma pode aprovar o licenciamento sem o relatório e/ou anuência do ICMBio?
Marcelino - A Fatma não pode aprovar o licenciamento sem o relatório ou anuência do ICMBio. O processo só terá segmento a partir do parecer do ICMbio.

Fonte: Site PortoGente.

Estaleiro em Biguaçu, NÃO!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Manisfestação contra o estaleiro amanhã às 16h!

MANIFESTE-SE em defesa de tradições que já fazem parte de nossa cultura e já garantem fonte de renda para mais de 13 mil famílias que atuam na maricultura, na pesca e no setor turistíco de Florianópolis, Biguaçu e Governador Celso Ramos!

Quando: 12/08/2010, quinta-feira!
Onde: a concentração para a caminhada pelas ruas do Centro será no Miramar (Alfândega).
Que horas: 15h (saída às 16h).
Trazer: faixas, cartazes, camisetas mostrando o porque não queremos a instalação do estaleiro em Biguaçu...

Junte-se conosco e participe de uma manifestação pacífica contra a instalação do estaleiro em Biguaçu que será realizada durante a caminhada que a canditata a Presidência da República, Dilma Russet, fará pelas ruas do Centro.


Estaleiro em Biguaçu NÃO!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

BALELA, BOATO, BAGATELA E BLABLABLÁ: o que mais envolve o estaleiro do Eike Batista?

Por Raul Longo (Jornalista, escritor, residente em Sambaqui)

Assinada por Simone Rabello - Relações com a imprensa da OSX - uma resposta (em 26/07/10) ao artigo do leitor Júlio César Cardoso* do O Globo, com o título “Beleza ameaçada”:  veja aqui.

Comentando os argumentos da OSX, organizados pela Simone em três itens, nos estenderemos de um a um por partes. Nesta primeira, o item “A”, aqui transcrito:

"A)   Os impactos ambientais do empreendimento foram identificados no estudo do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) disponível em nosso site, devendo ser objeto de medidas mitigatórias e compensatórias cabíveis, conforme a lei e os padrões de sustentabilidade do Grupo EBX."

Balela. O Relatório de Impacto Ambiental da OSX não é capaz de identificar nem mesmo as espécies de peixes que o empreendimento exterminará, conforme revela o oceanógrafo Leopoldo Cavaleri Gerhardinger, doutorando pela UNICAMP e com especialização na University College London, considerando o mesmo EIA/RIMA elaborado pelos especialistas arranjados pela OSX para envolverem os interesses do Eike Batista na região através de:

Um indicador da falta de cuidado e incompetência técnica dos meus colegas se percebe na lista total de espécies de peixes marinhos presentes na área. De um total de 52 espécies listadas no EIA (numero total certamente subestimado), 20 espécies (40%) tinham seus nomes científicos equivocados... Para mim ficou claro que estes fatos estão na superfície de um estudo de impacto ambiental feito no mínimo sem a prática do cuidado e por profissionais sem competência na área.

Blábláblá descarado isso de “padrões de sustentabilidade do Grupo EBX” ou Eike Batista X. Beneficiado pelo programa de privatização do governo anterior (PSDX), Mister X estendeu a CIA Vale do Rio Doce mundo afora, inclusive Canadá. A VALE-INCO acaba de ser condenada pelo governo canadense à multas milionárias pela contaminação de cidadãos da mais populosa província do país: Ontário. Para os que escrevem em inglês, maiores informações e detalhes pelo endereço diana.wiggins@gmail.com.

No Rio de Janeiro, entre 12 a 15 de abril, ocorreu o I Encontro Internacional das Vítimas da Vale do Eike Batista. Se o megaestaleiro da OSX, empresa do mesmo grupo, for instalado em Biguaçu, os moradores daquele município e de toda a Grande Florianópolis já podem ir se informando como participar do próximo encontro pelo endereço: caravanaminas@yahoo.com.br, através do qual poderão conhecer, inclusive, quais são as ações mitigatórias e compensatórias incabíveis das empresas do grupo de Eike Batista.

Entre outras Bagatelas, a mais estúpida ameaça ambiental brasileira desde a Transamazônica da ditadura militar tem gerado muitos boatos contra o Presidente Lula e a campanha à presidência de sua candidata Dilma Rousseff.

Nos próximos comentários aos itens da resposta de Simone Rabello ao leitor Júlio César Cardoso do O Globo, saiba como a oposição ao atual governo vem aproveitando a ameaça para tirar vantagem eleitoral em Santa Catarina. E como alguns Petistas manés (da Ilha, a antiga Desterro) e de outras regiões do estado, caíram nesta armadilha que poderá eliminar do mapa o mais importante polo turístico da região sul do Brasil e acabar com raça do PT na terra de Jorge Bornhausen.  


* Artigo citado:

Estaleiro em Biguaçu
Por Julio Cesar Cardoso


Considerações acerca da implantação de estaleiro da empresa OSX na cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis. Sob a falaciosa argumentação esperta daqueles que só visam à exploração lucrativa inconsequente, sem se preocuparem com a vida e os aspectos do meio ambiente, grupos privados ou políticos gananciosos deveriam ser mais responsáveis com as condições naturais das cidades litorâneas. Não haverá dinheiro que pague a degradação de uma região costeira com repercussão negativa à sua fauna marinha e à vida saudável de seus habitantes.

Esse pseudo "progresso desenvolvimentista" regional alegado, de abertura de emprego, aumento de arrecadação, incremento comercial, desenvolvimento econômico e tecnológico etc., com impacto irreversível na natureza, nada mais é do que uma falsa bandeira defendida por aqueles que demonstram não ter compromisso com a integridade e respeito da saúde do meio ambiente, cujas consequências negativas são hoje uma realidade. Há muitas regiões costeiras ainda inóspitas pelo Brasil, afastadas dos centros urbanos, que deveriam ser aproveitadas para essas indústrias navais. Por que logo na costa catarinense, tão bela e própria para a exploração da indústria turística? Não há dinheiro que pague a degradação do meio ambiente de uma região litorânea de características próprias ao turismo. Chega de tanta degradação. Planejamento sustentável do litoral, como de outras áreas, é uma forma dissimulada de enganar incautos, e já conhecemos as suas consequências nefastas no Brasil.

O nosso litoral urbano não pode se transformar mais em áreas de polos industriais degradantes para abrigar o falso progresso e o interesse capcioso de grupos empresariais e políticos. Não basta a especulação imobiliária irresponsável, gananciosa, degradante de cidades como Balneário Camboriú, uma vergonha, cuja administração pública (Prefeitura e Câmera de Vereadores) é conivente com um aumento populacional incompatível com a sua capacidade de responder com infraestrutura básica à necessidade vital da cidade, a qual tem demolido morros para poder atender à sua frota de carros fixos e de fluxo temporário, quando deveria, para manter a sua qualidade de vida, se preocupar com o seu limite populacional sem degradar o seu meio ambiente. A própria capital catarinense, Florianópolis, é hoje um exemplo negativo do "pseudoprogresso" com seus graves problemas urbanos e sociais.

Retirado do site Artigonal
http://www.artigonal.com/noticias-e-sociedade-artigos/estaleiro-em-biguacu-2852483.html

Publicado em O Globo em 20.7.2010.
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/07/20/beleza-ameacada-917194309.asp

Estaleiro em Biguaçu NÃO!