Mostrando postagens com marcador Mobilização Comunitária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mobilização Comunitária. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GEA – BIO realiza INTERVENÇÃO TEATRAL na SEPEX, UFSC


Baía dos Golfinhos, Praia da Costeira da Armação, Governador Celso Ramos.
(Foto: Flora Neves)
PARTICIPE, chame os amigos e faça parte dessa MANIFESTAÇÃO CULTURAL CONTRA A INSTALAÇÃO DO ESTALEIRO EM BIGUAÇU!

Serviço:
Quanto: QUINTA E SEXTA! (hoje e amanhã)
Horário: a previsão é das 12h às 13h!
Onde: Praça da Cidadania, onde está acontecendo a SEPEX/UFSC (em frente à Concha Acústica).


Por Flora Neves.

O Grupo de Educação Ambiental do curso de Biologia da UFSC promove nesta quinta e sexta uma Intervenção Teatral, durante a Semana de Pesquisa e Extensão da UFSC.

A ideia é além de apresentar uma instalação de um navio petroleiro, ainda apresentar os personagens envolvidos no caso Estaleiro em Biguaçu, como os pescadores, maricultores, turistas, comunidades costeiras e empreendedores, fazendo uma espécie de sátira, com muito humor e arte! Além do teatro, serão entregues os panfletos escritos pelo Instituto Sea Shepherd e os presentes irão conversar com os visitantes da feira sobre os REAIS IMPACTOS e RISCOS que representam esse empreendimento, no local onde ele está sendo proposto!


PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA! ESTALEIRO EM BIGUAÇU, NÃO!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

III SEMINÁRIO INTERUNIVERSITÁRIO DO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO

O ESTALEIRO OSX EM BIGUAÇÚ E A FOSFATEIRA EM ANITÁPOLIS: IMPACTOS REGIONAIS EM DEBATE



Datas: 13 e 14/10/2010
Horário: 19 às 22 horas
Local: Auditório da Reitoria – UFSC


PROGRAMAÇÃO


DIA 13.10 (quarta-feira)

19h-20h 
Abertura oficial - 19h-19h30
Moderador: Prof. Lino F. B. Peres (Comitê Interuniversitário e NPDP-UFSC) e Evandro Furlan/UFSC (auxiliar mesa)

Convidados com falas de até 5 minutos: Reitores da UFSC, UDESC, UNISUL e UNIVALI
Apresentação síntese dos pareceres sobre o Mega-Estaleiro

19h30-20h45
GESTÃO DE RISCO, RECURSOS HÍDRICOS E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Mesa 1
VISÃO DOS EMPREENDEDORES

Participantes
Moderador: Prof. Vera Dias (Geo PET-UDESC)
Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões - 3 min.

Empreendedor ou representante do Estaleiro OSX - 15 min.
Representante da FIESC - 15 min. Alcântaro Correa
Empreendedor ou representante da Fosfateira em Anitápolis.15 min.

20h5–20h35
Debate com 2 min para perguntas e 3 min para respostas

20h40 – 22h
Mesa 2 
VISÃO DA SOCIEDADE ORGANIZADA

Participantes
Moderador: Profª Carmem Tornquist (Geo-UDESC)
Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões - 3 min.

Representante da Associação de Bairro do Sambaqui (ABS) – Dóris Gomes. 5 min.
Representante da Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional (AJIN) – Joel Guimaraes. 5 min.
Representante do Conselho Comunitário do Pontal de Jurerê (CCPontal/Daniela). 5 min.
Representante da ONG Montanha Viva – Eduardo Bastos Moreira Lima. 10 min.
Representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Complexo Lagunar e Rio Tubarão – Francisco Beltrão. 10 min.
Representante da UFECO. 5 min.
Representante da FEEC - Jalila El Achkar. 5 min.
Representante da FEAQ – Fábio Brognoli. 5 min.
Representante de Celso Ramos – Rosane Cherem Abreu. 5 min.

21h35-22h
Debate com 2 min para perguntas e 3 min para respostas

Dia 14.10 (quinta-feira) 

19:00h – 21:00h
Mesa 3
VISÃO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA

Participantes
Moderador: Prof. Lino F. B. Peres (NPDP-UFSC)
Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões. 3 min.

Prof. Marcos Poulette (Oceanografia/UNIVALI) - IMPACTOS NA ORLA E MAR. 5 min.
Prof. Leonardo Cavalieri. 15 min
Prof. Raul Burgos (Departamento de Sociologia e Ciência Política/NESSOP) - Sobre o processo participativo. 15 min.
Prof. Hoyedo Lins (Departamento de Economia da UFSC) - OS IMPACTOS ECONÔMICOS REGIONAIS DESTES EMPRENDIMENTOS. 15 min.
Prof. Margareth Pimenta (Departamento de Arqutietura e Urbanismo/UFSC) - OS IMPACTOS URBANOS DESTES EMPRENDIMENTOS. 15 min.

20h30-21h
Debate com 2 min para perguntas e 3 min para respostas.

21:00h – 22:15h
Mesa 4 
VISÃO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA

Participantes
Moderador: Prof. Isaac Pilati (Departamento de Direito da UFSC)
Fala da coordenação da Mesa para situar o tema e a sistemática das discussões. 3 min.
Dra. Analúcia Hartmann (Procuradora Federal)

PARTICIPE!

Lembre-se: PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

domingo, 10 de outubro de 2010

Ato une pescadores, comunidade, ONGs, entidades de bairro...

Por Celso Martins  / Blog Sambaqui na rede
 
Cerca de 300 pessoas participaram do ato contra o Estaleiro OSX em Biguaçu/Baía Norte de Florianópolis, liderado pela Associação de Moradores e Proprietários de Jurerê Internacional (AJIN), com o apoio de outras entidades comunitárias e ambientalistas. O Sea Shepherd Brasil (Guardiões do Mar) trouxe dirigentes de São Paulo e Rio Grande do Sul e grande número de filiados, marcando importante presença no evento.

Os manifestantes ocuparam uma faixa da areia de Jurerê, onde receberam os pescadores vindos em barqueata de Governador Celso Ramos e Biguaçu, além de duas escunas que operam em Canasvieiras. O ato contou com discursos e a apresentação do Grupo Olaria de Pau de Fita de Sambaqui. A mergulhadora Karol Meyer, campeã em apnéia e uma espécie de madrinha do Sea Shepherd, marcou presença na manifestação. O artista plástico Erick Wilson ocupou o tempo pintando sobre tela uma cena marinha com golfinhos.

O presidente da entidade que representa os donos de escunas de Canasvieiras, Dilson da Costa, falou dos prejuízos para o setor que opera roteiros turísticos pela Baía Norte de Florianópolis, incluindo as fortalezas de Ratones e Anhatomirim e a Baía dos Golfinhos. O engenheiro naval Joel Guimarães disse ser favorável ao estaleiro, mas longe das baías, devido ao alto poder poluente de um empreendimento desse tipo.

Por outro lado, ouvido por repórteres durante o protesto, o ex-presidente da Federação das Indústria do Estado do Rio Grande do Sul e diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Francisco Renan Proença, discordou da localização do estaleiro, por ir contra a vocação da região da Capital, o turismo.

A manifestação iniciada por volta das 10 horas na praia de Jurerê Internacional prosseguiu à tarde com o deslocamento de alguns manifestantes até o local de construção do estaleiro (Biguaçu) e Baía dos Golfinhos, à bordo de uma escuna. A iniciativa da AJIN também teve o apoio do Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis, Conselho Comunitário do Pontal de Jurerê (CCPontal/Daniela), Associação de Bairro de Sambaqui (ABS), Ufeco e entidades ambientalistas, entre outras.
 
Foto: Celso Martins.
Lembre-se: Preservar sempre, PELA VIDA! ESTALEIRO EM BIGUAÇU NÃO!

sábado, 9 de outubro de 2010

Saldos e mais saldos positivos na Manifestação Cultural em Defesa das Baías de Florianópolis

Manifestação linda! Grata pela presença de todos!
Acho que a natureza colaborou pois viu que a causa é justa, e mandou aquele sol!

Acho que os resultados agora devem ser colhidos, vamos buscar rastrear todos os meios de comunicação que divulgarem nossa Manifestação Cultural! Mandem-nos links...

Dentre o grupo, tivemos desde ex-consultores de estaleiros, firmando a posição de que é um absurdo trazer um estaleiro para Biguaçu e acabar com a vocação turística e econômica da Ilha e Região, que é a maricultura e a pesca; técnicos do Instituto Carijós; membros e presidente da Ong ativista Sea Shepherd, não só de Santa Catarina, como de outros estados do Brasil; moradores de Canasvieiras, Santinho, Ingleses, Sambaqui, Governador Celso Ramos, Biguaçu, Trindade, Pantano do Sul, Campeche, Jurerê Internacional, Centro e outros... Entidades comunitárias, como a Ufeco, o CCPontal, ABS, INMAR, Mosal, Ilha Verde... Muitos turistas de outros estados, que visitavam Jurerê Internacional... Equipes jornalísticas da Record TV, Porto da Gente, Jornal Notícias do Dia, Jornal Diário Catarinense, SBT, Jornal Conexão Comunidade, Blogs Tijoladas do Mosquito, Sambaqui na Rede, Ecoflora, Montanha Viva, SOS Daniela, dentre outros.

Foi uma bela manhã com pau-de-fita, um artista plástico pintando um quadro com o cenário da região de Biguaçu lindo e natural como está, e cenário este que todos defendemos! E claro que os golfinhos não ficaram de fora do grande dia especial Em Defesa das Baías, estavam representados na obra de uma artista plástica, que os reproduziu em materiais recicláveis.


Relato: Flora Neves.

Confiram algumas imagens do dia (sendo que será postada uma galeria com todas as fotos do evento, na sequência):



























 Fotos: Celso Martins, Daniel Queiroz e Flora Neves.

Preservar sempre: PELA VIDA! Estaleiro em BIGUAÇU, NÃO!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Convite ESPECIAL: Manifestação Contra a Instalação do Estaleiro OSX em Biguaçu! Sábado - 10h em Jurerê Internacional

SALVE SALVA Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis, hoje é o dia! E já está sendo, encomendamos um solsinho e parece que ele cumpriu o acordo!

AGUARDAMOS TODOS EM JURERÊ INTERNACIONAL PARA SE MANIFESTAREM E PASSAREM UM BELO SÁBADO EM DEFESA DAS BAÍAS DE FLORIANÓPOLIS.

Participe, chame seus familiares, amigos... 
Essa discussão PRECISA DE TODOS!
Preservar sempre: PELA VIDA! Estaleiro em BIGUAÇU, NÃO!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Gregolim recebeu documento alertando para os danos à pesca, maricultura e turismo na região de Florianópolis

ESTALEIRO OSX
  
Entidades de maricultores dizem a Ministro da Pesca que não aceitam o "danoso empreendimento"
(Íntegra)

"Florianópolis, 04 de outubro de 2010.

Exmo. Senhor Altemir Gregolin
Ministro de Estado da Pesca e Aqüicultura

Em mãos

Excelentíssimo Senhor Ministro:

A Federação das Empresas de Aqüicultura de Santa Catarina – FEAQ, entidade congrega as empresas que produzem e beneficiam moluscos no Estado de Santa Catarina, a Associação Catarinense de Aqüicultura - ACAQ, entidade que representa aproximadamente 500 produtores, juntamente com o Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis, que congrega várias entidades comunitárias da região metropolitana, entre outras, a Associação de Moradores e Proprietários de Jurerê Internacional - AJIN, Associação de Bairro do Sambaqui - ABS, Conselho Comunitário do Pontal do Jurerê (Praia da Daniela) - CCPontal e União Florianopolitana de Entidades Comunitárias - UFECO, vêm, por meio deste ofício, manifestar sua profunda preocupação quanto aos impactos negativos da construção do Estaleiro OSX na Baía de São Miguel (município de Biguaçu) nas atividades econômicas atualmente estabelecidas nas baías da Ilha de Santa Catarina (pesca, maricultura e turismo), trazem a conhecimento estudos científicos que comprovam estes iminentes e maliciosamente ocultados danos irreversíveis, bem como, pedem providências a Vossa Excelência no sentido de impedir com que este empreendimento se instale nesta localidade.

Considerando as áreas de atuação de seu Ministério, evidentemente, este requerimento se ocupará de manifestar os danos às atividades pesqueiras, entretanto, é importante salientar que a instalação de uma indústria naval do porte como a projetada e a dragagem permanente de um canal de navegação irão representar até a alteração da vocação econômica de região.

Como Vossa Excelência sabe a maricultura em Santa Catarina representa uma importante atividade econômica em nosso Estado, destacando-se especialmente por gerar emprego e renda para milhares de famílias na costa catarinense. Inclusive, a maricultura transformou-se também num grande movimento em defesa da qualidade da água de produção, na defesa da qualidade ambiental. Ostras e mexilhões são animais filtradores que absorvem qualquer tipo de poluentes em suspensão na coluna dágua de cultivo. Portanto a manutenção da excelente qualidade da água de cultivo é uma condição necessária à continuidade desta atividade. A qualidade da água da costa catarinense é, portanto o maior e mais importante patrimônio natural da população costeira.

Além disso, não é demais recordar que o nosso estado concentra 90% da produção nacional de moluscos cultivados, sendo que, as baías Norte e Sul da Ilha de Santa Catarina são responsáveis pela produção de 90% das ostras e 60% dos mexilhões deste montante.

Ainda, visto que o empreendedor OSX destaca a suposta geração de empregos de seu projeto industrial, é importante informar que somente a maricultura de Santa Catarina ocupa 786 famílias, totalizando 3.930 pessoas envolvidas diretamente na produção (o maricultor e mais quatro familiares ou empregados) e indiretamente mais 9 mil pessoas a montante e a jusante, da cadeia produtiva da malacocultura, totalizando mais de 12.930 pessoas, conforme dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S/A - EPAGRI.

O projeto aqui denominado “Estaleiro OSX” prevê a instalação do maior complexo de construção de navios para transporte de petróleo e de estruturas para exploração de petróleo do Brasil, contudo, este empreendimento estará numa das regiões mais sensíveis da costa brasileira, sendo vizinho de 3 (três) unidades de conservação federais (Área de Proteção Ambiental de Anhatomirim, Estação Ecológica de Carijós e Reserva Biológica Marinha do Arvoredo).

Os maricultores conhecem os riscos da poluição industrial sobre a produção aquícola. O Laboratório do Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande (IED-BIG), instalado nas proximidades de três estaleiros na baia de Angra dos Reis (RJ) tem problemas para produção de sementes de moluscos por causa da poluição com metais pesados lançados ao mar na região. A baía de Babitonga, localizada no norte do Estado, está ameaçada pela poluição do porto de São Francisco.

Sabe-se também que as áreas portuárias são geradoras de dejetos e de poluição, sendo consideradas as áreas de maior concentração de poluentes na zona costeira pelo mundo a fora.

Entre os estudos científicos trazidos a conhecimento de Vossa Excelência, destacam-se as conclusões dos Professores Dr. Rodrigo Pereira Medeiros e MSc. Carina Catiana Foppa sobre os impactos nas atividades pesqueiras:

a) o empreendimento, ao ser implantado irá fatalmente tornar inviável a atividade pesqueira local em curto prazo;

b) os relatórios e documentos apresentados não permitem uma caracterização consistente sobre as inúmeras relações que envolvem a atividade pesqueira artesanal, pois se limitaram apenas à caracterização da atividade produtiva;

c) as análises apresentadas negligenciaram efeitos de longo prazo em escala regional sobre a pesca nas comunidades que podem estar dependendo da capacidade produtiva das áreas berçário que serão afetadas pelo empreendimento;

d) a redução das possibilidades de pesca pode acentuar os conflitos dentro das unidades de conservação, principalmente o aumento da pressão por pesca, exigindo grande esforço de fiscalização e outras medidas;

e) as compensações apresentadas não refletem qualquer benefício direto à manutenção da atividade pesqueira, apenas conduzem a saída dos pescadores da atividade.

Neste mesmo sentido, também são trazidos outros dois estudos.

Sob o título de “Parecer Independente sobre o EIA do OSX Estaleiro – SC – Ictiofauna Marinha e Espécies Invasoras”, 15 (quinze) cientistas falam sobre danos ambientais irreversíveis e contundentemente denuncia falhas e erros no Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela empresa contratada pela OSX.

O terceiro e último estudo científico foi encomendado pela própria empresa contratada pela OSX, é assinado pelo Ph. D. Paulo César Simões Lopes e, além de se tratar sobre impactos nos cetáceos, também menciona severos prejuízos às atividades pesqueiras caso o estaleiro seja construído naquela localidade.

Diante do exposto, as entidades que subscrevem este documento REQUEREM que Vossa Excelência proteja as atividades pesqueiras da região, restabelecendo o discurso técnico-científico característico de seu Ministério, principalmente, no sentido de impedir com que este danoso empreendimento se instale nesta localidade.

Aproveita-se o ensejo para transmitir as expressões de apreço, sendo que, aguarda-se resposta.

Respeitosamente,

Federação das Empresas de Aqüicultura de Santa Catarina – FEAQ
Fabio Faria Brognoli

Associação Catarinense de Aqüicultura – ACAQ
João dos Passos de Souza

Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis
Tatiana Kviatkoski
(Representante junto ao Maricultores)."

...

Repercussão na mídia

Jornal Notícias do Dia (Florianópolis-SC), 6.10.2010
...

da RIC Record
(Florianópolis-SC):
"Feira aquicultura, maricultura e pesca"
(Ric Notícias SC - 5.10.2010)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Servidor do ICMBio Santa Catarina denuncia pressões políticas no órgão

Três funcionários
pediram exoneração

A exoneração de Apoena Figueirôa da chefia da Estação Ecológica de Carijós (Florianópolis-SC), um dos signatários do parecer que negou anuência ao licenciamento do Estaleiro OSX, "não foi um ato isolado". A afirmação é do analista ambiental Mário Luiz Martins Pereira, chefe substituto da Reserva Biológica (Rebio) do Arvoredo, que pediu exoneração do cargo em solidariedade a Apoena e por discordar da política ambiental do Governo Federal. Além dele, outros dois técnicos pediram afastamento de seus cargos, o chefe da Rebio do Arvoredo, Leandro Zago da Silva, e a chefe substituta da Estação de Carijós, Ednéia Corrêa, por motivos semelhantes.

Segundo Mário Pereira, o afastamento de Apoena não foi o único motivo para seu pedido de exoneração. Nos últimos anos os técnicos do órgão têm sido submetidos a pressões para que licenciem projetos danosos ao meio ambiente e às unidades de conservação. "Permaneci três anos à frente da Reserva do Arvoredo e esse é o tempo máximo que a gente consegue suportar, devido às pressões", destaca Pereira. Entre continuar no ICMBio com um cargo de confiança e vinculado ao Governo e se manter no órgão como agente do Estado, ele prefere a última opção. "Quando se está num cargo de confiança se é do Governo", salienta. E, acrescenta, o atual Governo Federal não adota posturas corretas em relação ao meio ambiente.

O presidente da Associação dos Servidores do Ibama e ICMBio (Asibama) em Santa Catarina, Angelo Lima Francisco, reafirmou os termos da nota em apoio a Apoena Figueirôa (ver abaixo) e se mostrou preocupado com a forma como o colega foi tratado no episódio. "O servidor está sendo penalizado por um processo transparente de análise de um estudo de má qualidade", disse, referindo-se à multa aplicada pelo ICMBio à empresa Carujo Júnior, responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) do Estaleiro OSX.

Apesar dos pedidos de exoneração, os servidores continuam em seus cargos, pois a direção nacional do ICMBio ainda não respondeu se aceita ou não os afastamentos, nem indicou substitutos para os postos. A assessoria de comunicação do ICMBio em Brasília foi consultada hoje (28.9) sobre essa demora, ficou de dar um retorno, mas não se manifestou até o momento desta postagem.  

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você sabe como enriqueceu o homem mais rico do Brasil, Eike Batista?

Domingo
Espetacular
(TV Record)

Saiba quem é e como vive
o homem mais rico do Brasil

 

Fonte: R7

Estudantes e pescadores reforçam Movimento em Defesa das Baías contra o Estaleiro em Biguaçu

O Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis foi reforçado nos últimos dias pela adesão de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde acontece um seminário sobre a implantação do Estaleiro OSX em meados de outubro. Na noite de ontem (domingo, 26.9), a reunião do Movimento contou com a presença de pescadores e outros moradores de Biguaçu, preocupados com danos do empreendimento para a pesca, a maricultura e o turismo na região de Florianópolis. Diversas iniciativas conjuntas estão sendo organizadas, envolvendo comunidades da Ilha e Continente. Os detalhes das ações serão divulgados aqui.



PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

sábado, 25 de setembro de 2010

SERVIDORES DO IMCBIO SOLIDÁRIOS COM APOENA, após exoneração sem justa causa!

Apoena: exoneração como arma de pressão. 

 À ASIBAMA,

Tendo em vista a exoneração do servidor Apoena Calixto Figueiroa do cargo de chefe da Estação Ecológica de Carijós, vimos trazer ao conhecimento dessa Associação os acontecimentos relacionados ao processo de autorização para o licenciamento do Estaleiro OSX, em Biguaçu (SC), considerando as especulações relacionadas ao mesmo que vêm sendo divulgadas pela mídia, buscando explicar as motivações para o ato:

a.      A CR-9/ICMBio, através da Ordem de Serviço nº 02/2010, assinada em 08 de fevereiro de 2010, institui uma equipe para analisar o  EIA referente ao licenciamento do Estaleiro OSX em Biguaçu, composta por 5 analistas ambientais com formação em Biologia, Química, Geografia e Sociologia;

b.     Em 19 de março de 2010, a equipe entrega o Documento Técnico nº 20/2010 UMC/ICMBio/SC, que conclui pela inviabilidade ambiental do projeto na alternativa locacional proposta, em decorrência dos impactos irreversíveis e não mitigáveis a três unidades de conservação;

c.      Em 20 de março de 2010, a CR-9/ICMBio encaminha o Documento Técnico nº 20/2010 UMC/ICMBio/SC para a FATMA por meio do Oficio nº 65/CR9/ICMBio, assinado pelo titular da coordenação regional, e ratifica que o ICMBio é contrário a implantação do empreendimento proposto.

d.     No dia 13 de abril de 2010 a empresa OSX protocola na CR-9/ICMBio o expediente sem número solicitando reanálise do EIA e, por conseqüência, do parecer.

e.      Visto a conclusão dos técnicos pela inviabilidade do empreendimento, bem como emissão da negativa de autorização de licenciamento , em 15 de abril a CR-9, por meio do Oficio nº 091/2010/CR-9/ICMBio, informa à empresa OSX Estaleiros SA que os estudos complementares e/ou readequações no projeto podem ser encaminhados no prazo de 90 dias.

f.      Os estudos complementares são analisados e, após a constatação de que não houve mudanças substanciais na proposta, novamente o empreendimento é negado pelo ICMBio de SC, por meio do Ofício nº 169/2010-CR9/ICMBio.

g.     O empreendedor solicita um “recurso hierárquico” e, em decorrência, foi criado em 20/08/2010, através da Portaria ICMBio nº 457/2010, um Grupo de Trabalho reunindo onze servidores do órgão, lotados em diversas unidades avançadas do país, com o objetivo de “analisar os estudos ambientais existentes relativos ao empreendimento OSX Estaleiro no município de Biguaçu, estado de Santa Catarina (Processo nº 02026.001156/2009-91) elaborando documento de manifestação sobre os impactos ambientais nas unidades de conservação existentes na área pretendida para o referido empreendimento”;

h.      Paralelamente, em 06 de julho de 2010, a Procuradoria da República de Santa Catarina, encaminha à APA Anhatomirim o Ofício nº 00028/6/2010-PR/SC-GABPR7-EBSM, o qual solicita informações sobre as providencias tomadas pelo ICMBio a partir do recebimento do Parecer Técnico do Dr. Paulo Cesar Simões Lopes, contratado pela Empresa CARUSO JR – Estudos Ambientais & Engenharia Ltda para análise dos possíveis impactos do empreendimento da OSX Construção Naval S.A sobre a população de golfinhos (Sotalia guianensis), o qual concluiu pela inviabilidade locacional do empreendimento;

i.        Por meio do Memo nº 148/2010-UMC/ICMBio/SC, as unidades de conservação APA Anhatomirim, ESEC Carijós e REBIO Arvoredo encaminham o ofício supracitado à Coordenação Geral de Proteção (CGPRO-ICMBio), e solicitam “(...) o apoio dessa Coordenação Geral no sentido de apurar tal denúncia, tendo em vista as dificuldades para que tal apuração se dê pelos servidores aqui lotados, já que o processo hoje se encontra na alçada da Sede (...)”;

j.        A CGPRO encaminha, em 27 de julho de 2010, memorando à Procuradoria Federal Especializada questionando sobre a competência do ICMBio para atuar, no âmbito da fiscalização ambiental, na apuração da denúncia apresentada.

k.      A Procuradoria Federal Especializada responde que, para tanto, é necessário que o Estudo de Impacto Ambiental tenha sido protocolado diretamente no ICMBio.

l.        Após constatação de que o EIA foi protocolado no ICMBio, a CGPRO realiza uma operação de fiscalização entre os dias 30 de agosto e 03 de, emitindo a Ordem de Ficalização nº 08/20010 – CGPRO/ICMBio, a qual nomeia analistas ambientais do ICMbio para apuração de denúncia acerca de possível omissão e tentativa de indução ao engano no âmbito do licenciamento ambiental do empreendimento OSX Estaleiro;

m.    Com base nos resultados obtidos após análise dos documentos constantes no processo de licenciamento, pareceres produzidos por técnicos do ICMBio e pareceres independentes elaborados por especialistas em diversas áreas, os integrantes da Ordem de Fiscalização constatam que o estudo apresentado pela empresa Caruso Jr. Estudos Ambientais & Engenharia LTDA foi omisso e tendencioso em diversos aspectos, com o intuito de concluir pela  viabilidade de instalação do empreendimento no local proposto;

n.      Dessa forma, procedeu-se, em 03/09/2010, à autuação da referida empresa, com base no Art. 82 do Decreto Federal 6.514/08, com previsão de multa com valores entre R$ 1.500,00 a R$ 1.000.000,00. Vale ressaltar que o mesmo Decreto Federal, em seu Art. 96, é claro ao definir que constatada a ocorrência de infração administrativa ambiental, ”SERÁ” lavrado auto de infração, do qual deverá ser dado ciência ao autuado, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa. Ante ao exposto, não cabia alternativa para equipe de fiscalização a não ser a adotada, sob pena de incidir em omissão ou prevaricação por parte dos servidores nomeados para apuração dos fatos denunciados.

o.      Estranhamente, em 14 de setembro de 2010, o chefe da ESEC Carijós é exonerado, sem qualquer justificativa formal ou comunicação prévia;

p.      Avaliamos que tanto o processo de autorização quanto o de autuação foram conduzidos rigorosamente de acordo com todos os ditames legais e processuais;

q.      Manifestamos nossa surpresa e indignação com a exoneração do servidor Apoena Calixto Figueroa e nosso integral apoio e solidariedade ao mesmo;

r.        A despeito da licitude do ato de exoneração de ofício, sentimos a necessidade de esclarecimentos ou justificativa motivacional para o mesmo, considerando o reconhecimento público e notório da competência, lisura e idoneidade com que o servidor sempre conduziu a gestão da ESEC Carijós nos períodos em que ocupou o cargo;

s.       Ainda a despeito de reconhecer a competência exclusiva da presidência do órgão para fins de nomeação para os respectivos cargos em comissão do mesmo, sentimos a necessidade de acompanhar, da forma mais transparente possível, o processo sucessório para o preenchimento do cargo de Chefe da Estação Ecológica de Carijós, por hora vago;

t.        Em havendo possibilidade para tal, recomendamos a recondução do servidor Apoena Calixto Figueiroa para o referido cargo, tendo em vista o importante papel que o mesmo vem desempenhando na implementação das unidades de conservação marinho-costeiras de Santa Catarina.

Assinam os servidores, terceirizados e colaboradores das seguintes unidades descentralizadas:
APA Anhatomirim
ESEC Carijós
REBIO Marinha do Arvoredo
RESEX de Pirajubaé
Base Multifuncional do CEMAVE – Florianópolis
Base Multifuncional do CMA – Florianópolis
Laboratório de Análise de Água da ESEC Carijós

Fonte: Asibama.

*

A Todos os funcionários
do IBAMA e ICMBio,

Como é do conhecimento de todos foi publicada nota no DC de Domingo dia 19/09, assinada pela ASIBAMA SC, rebatendo os ataques ao servidor Apoena Figueiroa. Em 21/09 participei de Reunião da Asibama Nacional em Brasília com a presença de 23 representantes/Presidentes de Asibamas Estaduais além da Federal e a do DF. O Presidente da Asibama Nacional concedeu um espaço para a leitura e discussão do Documento relacionado aos desdobramentos referentes ao licenciamento do Estaleiro OSX em SC, encaminhado e subscrito por servidores da APA Anhatomirim, ESEC Carijós, REBIO Arvoredo, RESEX Pirajubaé, CEMAVE, CMA e Laboratório de Análise de Águas da ESEC Carijós (Anexo).

Antes da leitura do documento foi feito um esclarecimento geral sobre o assunto da OSX e da relação tendenciosa do ICMBIO/BSB com o senhor Eike Batista, discorri ainda sobre detalhes da autuação da Caruso e das supostas "insubordinações" que ocorreram. Solicitei a inclusão do documento na ATA da reunião com as devidas manifestações de repúdio dos presentes.

Após a leitura do Documento, o Jonas (Presidente da Asibama Nacional) propôs, e foi acatado por todos, que o mesmo fosse incluído na Ata da Reunião da Asibama Nacional e, ainda, acompanhada de uma Moção de Repúdio ao ICMBIO pelo descaso que vem tratando os servidores do ICMBIO das UCs envolvidas no processo de licenciamento do estaleiro OSX. Ficou caracterizado que o processo que vem ocorrendo, que recentemente culminou na exoneração do servidor Apoena Figueiroa,  vem trazendo graves consequências à Imagem do ICMBIO, denegrindo a Instituição e seus servidores.

O Jonas colocou à disposição, se necessário for, a Banca Jurídica da Asibama Nacional, a qual também somos filiados, para qualquer ação legal que vise a preservação de nossos direitos individuais e como servidores públicos.

Aguardo o envio da Ata da Reunião para repassar a todos (mais 2 ou 3 dias).

A ASIBAMA SC está à disposição  para outros encaminhamentos e ações necessárias para a defesa de nossos servidores e,  e pelo fiel cumprimento da missão da Instituição ICMBIO.
Ângelo de Lima Francisco
Presidente da ASIBAMA SC
 
Fonte: Asibama.

PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!

Nota de apoio aos servidores do Instituto Chico Mendes

PERSEGUIÇÃO

Nota de apoio aos servidores do Instituto Chico Mendes em Santa Catarina, lotados APA Anhatomirim, ESEC Carijós, REBIO Marinha do Arvoredo, RESEX de Pirajubaé, Base Multifuncional do CEMAVE-Florianópolis, Base Multifuncional do CMA-Florianópolis e Laboratório de Análise de Água da ESEC Carijós.

A Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal da Asibama Nacional e os Presidentes das Asibamas Estaduais reunidos em Brasília-DF, no dia 21 de setembro de 2010, após leitura e discussão do documento (veja o documento aqui) encaminhado pelos servidores da APA Anhatomirim, ESEC Carijós, REBIO Marinha do Arvoredo, RESEX de Pirajubaé, Base Multifuncional do CEMAVE-Florianópolis, Base Multifuncional do CMA-Florianópolis e Laboratório de Análise de Água da ESEC Carijós, encaminhado à Asibama Nacional pela ASIBAMA-SC, manifestou solidariedade e apoio aos servidores que se posicionarem profissionalmente sobre o Licenciamento Ambiental do Estaleiro OSX, em Biguaçu-SC.

Os participantes da reunião entenderam que o fato é gravíssimo, merecendo uma ampla discussão por parte dos servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do PECMA. Esse assunto estará na pauta do Congresso Ordinário da Asibama Nacional, que ocorrerá em novembro, em Florianópolis.

A Diretoria da Asibama Nacional, por meio da Asibama – SC colocou à disposição dos servidores todo apoio necessário, inclusive o assessoramento jurídico.

Fonte: Asibama.

*

Do blog do jornalista Moacir Pereira 
Servidores do ICMBio
emitem nota sobre demissão

A Coordenação Estadual do Instituto Chico Mendes até agora não concedeu qualquer entrevista ou emitiu nota sobre a sumária exoneração do Chefeda Unidade de Conservação Estação Ecológica de Carijós.  Nada, também,da direção nacional do Instituto ou do Ministério do Meio Ambiente.

A única manifestação sai agora do presidente da Associação dos Servidores do Ibama e ICMBio,  Angelo de Lima Francisco, através de nota. Leia:

“A ASIBAMA/SC (Associação dos Servidores do IBAMA e ICMBio em SC), em resposta à matéria veiculada no Jornal DC de 16/09/10, na coluna do Moacir Pereira, assim como outras semelhantes, as quais questionam a idoneidade do servidor do ICMBio/SC, Apoena Calixto Figueirôa, tendo como cenários o licenciamento ambiental do Estaleiro OSX e a duplicação da SC-401, vem de público esclarecer os seguintes pontos:

1.     No procedimento licenciatório referente à autorização da duplicação da Rodovia SC 401, localizada no entorno imediato da Estação Ecológica de Carijós, unidade de conservação federal da qual o referido servidor era chefe, está sendo questionada a exigência de um estudo custeado por uma bolsa de mestrado. De comum acordo com o DEINFRA, definiu-se que seriam necessários estudos ambientais mais consistentes, que respondessem com agilidade ao cronograma da obra, unindo a preocupação na conservação ambiental do norte da Ilha com a necessidade de infra-estrutura imediata para os moradores.

2.     Houve o entendimento que estes estudos deveriam ser realizados preferencialmente por pesquisadores do meio acadêmico (mestres e doutores), por apresentarem maior confiabilidade e respaldo técnico, assim como representariam menor custo ao DEINFRA e, consequentemente, ao erário público. Optou-se pela disponibilização de uma bolsa de estudos como forma de captar pesquisadores da alto nível. Assim sendo, a seleção de pesquisadores para tal seria realizada através de edital público, com a necessária e ampla transparência.

3.     O EIA/RIMA apresentado pela consultoria Caruso Jr. Estudos Ambientais e Engenharia Ltda., empresa contratada pela OSX Estaleiros S/A, foi objeto de avaliações técnicas profundas, realizadas por diversos servidores do ICMBio de Santa Catarina e Brasília, entre eles o servidor Apoena. Tais avaliações resultaram na detecção de inúmeras inconsistências, que induziriam os técnicos a erros nas análises, o que culminou na compulsória autuação da empresa de consultoria, autuação esta por ordem do ICMBio Sede/Brasilia, da qual o servidor Apoena sequer fez parte.

4.     Por fim, informamos que até o presente momento a presidência do ICMBio não justificou os motivos que levaram à exoneração do referido servidor do cargo de chefia que o mesmo ocupava.”

 Fonte: ClicRBS.

PRESERVAR SEMPRE, PELA VIDA!